Avançar para o conteúdo principal

Interpretação Radiográfica



A Interpretação Radiográfica, ao contrário do que muita gente pensa, não é só estabelecer comparações dimensionais de indicações entre o que ficou registado numa película radiográfica e o critério de aceitação estabelecido no Código, Norma ou Especificação aplicável.

Segundo o ASME V, a avaliação da qualidade de imagem é feita tendo por base os seguintes pontos:
  1. Densidade;
  2. Sensibilidade do IQI (contraste e definição radiográfica);
  3. Penumbra Geométrica; e
  4. Radiação Difusa.

Adicionalmente, considero também a Densidade do Véu/Formação de Sombras um parâmetros a considerar aquando da avaliação da qualidade de películas, visto ser um dos factores que poderá mascarar eventuais indicações passíveis de serem rejeitadas.

Paralelamente, as películas radiográficas devem estar isentas de marcas e corpos estranhos que possam esconder descontinuidades dificultando assim a interpretação.

É de considerar igualmente as condições em que as películas devem ser visualizadas.

Para além, do que foi mencionado anteriormente, é igualmente importante os requisitos técnicos que estão dependentes da pessoa que realiza o ensaio, tais como:

  • A informação de identificação da radiografia;
  • A técnica a ser utilizada (técnica elíptica, técnica panorâmica, técnica dupla parede imagem simples, etc.);
  • A marcação das radiografias (ex.: técnica elíptica A e B, técnica panorâmica fita métrica chumbinea, etc.);
  • A sobreposição das películas radiográficas;
  • O número de exposições;
  • A distância entre a fonte e o objecto.

Este requisitos tem de cumprir o que está estipulado nos Códigos, Normas ou Especificações aplicáveis.

A Interpretação Radiográfica é, assim, o compromisso de todos os factores destacados anteriormente sendo que o objecto da radiografia pode estar aceitável mas a radiografia propriamente dita ser rejeitada.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Ensaio por Partículas Magnéticas ou Magnetoscopia

É um ensaio não destrutivo utilizado para avaliar a conformidade de uma peça ou componente com um Critério de Aceitação de um Código, Norma ou Especificação definido. Resumindo, o seu objectivo é:
Detecção e revelação da natureza das descontinuidades sem danificar o material;Separar materiais considerados aceitáveis dos inaceitáveis.
Recorre-se à indução de campos magnéticos na peça ou componente a ensaiar e a partículas ferromagnéticas extremamente pequenas (através de meio seco ou húmido) para em conjunto detectar imperfeições superficiais e sub-superficiais (até 6mm de profundiddade). As peças ou componentes tem, obrigatoriamente, de ser permeáveis aos campos magnéticos.A Magnetoscopia ou Partículas Magnéticas utiliza as linhas de força com origem no campo magnético para movimentar as particulas que, sempre que no seu caminho encontram uma indicação (um campo de fuga), aglomeram-se me torno dela "desenhando" o seu formato na superfície sujeita ao campo magnético.Existe uma …

Magnetoscopia vs Líquidos Penetrantes

Desde que a Qualend começou a laborar, tem havido um obstáculo díficil de ultrapassar com nossos Clientes, a preferência pelos Líquidos Penetrantes em detrimento da Magnetoscopia.
Na realidade, a literatura da especialidade diz claramente que o ensaio por Líquidos Penetrantes tem uma sensibilidade elevada. No entanto, nunca estabelece uma comparação entre os dois métodos. Desde sempre, o Cliente quer ser bem servido pagando o menos possível. Podendo ser este um dos pontos que os leva a optar pelos Líquidos Penetrantes, em minha opinião mal. Posto isto, em termos comparativos temos: Ambos os ensaios exigem um conjunto de consumíveis. No caso dos Líquidos Penetrantes, temos o líquido penetrante, o revelador e o líquido de limpeza. A Magnetoscopia tem a laca de contraste, o líquido magnético e o líquido de limpeza. Os requisitos de limpeza são semelhantes, isto é, as superfícies a ensaiar deverão estar isentas de oxidação, óleos, gordura, salpicos de soldadura, marcas de maquinagem, sujidade…

Certificação SNT-TC-1A em Portugal

Este tipo de Programa de Certificação tem sido utilizado em Portugal de forma pouco clara, aproveitando-se da ignorância/confiança depositada por alguns Clientes em Instituições que fazem de tudo para sobreviver não se preocupando com os problemas que poderão estar a causar a quem lhes solicita os serviços.

A Qualend orgulha-se do facto de não possuir nem ter nos seus horizontes pôr em funcionamento um sistema de certificação deste tipo. Já fomos prejudicados por causa disso. Por outro lado a Fiscalização em Portugal não tem capacidades para avaliar as situações e muitas das vezes não está para se "chatear".

Não está em causa o sistema montado nas entidades que os utilizam, está sim é a forma como o utilizam não dando a conhecer aos seus Clientes que o sistema não é válido e que por vezes as pessoas a quem atribuem os certificados nem sabem o que estão a fazer. Já presenciei um caso destes, sendo que o mais grave é que os certificados surgiram no próprio dia e que o técnico ne…